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Cadê o sutiã, ma chérie? Where is your bra, my dear?

Durante as férias de verão, observei alguns comportamentos que me fizeram pensar sobre a linha tênue que divide estar à vontade e respeitar ao espaço do outro.
A cena pode parecer banal, mas se analisada com profundidade, pode revelar desrespeito e até um bocadinho de soberba.
Vamos à cena:
Imagine a piscina de um lindo resort nordestino frequentada por hóspedes em trajes de banho sumários, como manda o figurino no Brasil. Até aí, nada atípico. Agora adicione à cena duas turistas francesas fazendo topless, com os seios tão expostos à própria sorte quanto as jangadas no mar do Ceará.

No rosto das estrangeiras não havia nenhum tipo de constrangimento por causa dos titiones (seios) ao sol. No rosto das brasileiras, havia constrangimento sim. Um constrangimento que passava rápido porque as estrangeiras não estavam se insinuando pra ninguém, pelo contrário, elas eram muito reservadas. Mas o constrangimento ia embora e voltava. Voltava na forma de um simples questionamento:
- Porque estas turistas deixam os seios descobertos mesmo depois de ver que as brasileiras cobrem os próprios seios?
Eu já estive no sul da França e sei que o topless rola solto por lá. É peito de fora, sovaco cabeludo, praia de nudismo pra todo lado e ninguém se importa com a vida de ninguém.
Mas no Brasil não há topless. Eu, particularmente, nunca vi uma mulher brasileira com os seios à mostra na praia ou na piscina de um hotel. Vocês já viram?
Pois então: as francesas tinham seios e também olhos para reparar como as pessoas se trajam aqui. Ainda assim, elas decidiram deixar os seios, digamos que, livres, leves e soltos.
Seria essa atitude um despojamento natural da raça delas ou um desrespeito às regras implícitas do país que elas estão visitando?
Eu, Márcia, cultivo um respeito que beira o conservadorismo, principalmente quando estou na terra dos outros. Procuro me adequar às regras, mesmo as implícitas. Isso é respeito. Isso é cuidado. Isso é sensatez.
Não tenho rei na barriga nem na história do meu país que respalde, ou instigue comportamentos prepotentes. Entretanto, muitos cidadãos de países desenvolvidos carregam reis na barriga... Isso é real. A grande questão é que os reis foram depostos há tempos... Mas as atitudes soberbas permaneceram no trono.
Dito isso, concluo que: se eu fosse à França, eu até poderia fazer topless porque as francesas o fazem. Mas eu, francesa, não faria topless no Brasil porque as brasileiras não o fazem.  
Eu penso assim... E você?

Comentários

  1. Márcia, acredito ser questão de bom senso SEMPRE respeitar a cultura do país q se visita!

    Concordo com vc!

    :)

    Beijo grande,
    Rebeca
    xoxo

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    1. Indeed, Rebeca...
      SEMPRE respeitar!
      A questão é desejar que os outros respeitem a nossa...
      Pelo que tenho visto, é frustração na certa!
      Bjim

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  2. Concordo com vc Márcia! Quando em Roma, faça como os romanos!
    É a mesma coisa de visitar um país conservador islâmico e querer sair na rua de shorts curto ou trocar carícias públicas com o seu namorado! Seria normal no Brasil, mas desrespeitoso e chocante para aquela cultura! Achei que as francesas pisaram na bola, neste ponto sou "careta" e conservadora sim :-(. Küssen!!

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  3. Marcia, eu acho que uma "total falta de nocao". Os franceses tem esta mania de chegar e armar barraca (sem maldade eu creio). Acho que sao na maioria muito sem nocao mesmo dos limites alheios......tipo assim aquela coisa de viver dentro da propria bolha.Que me desculpe algum Frances aqui lendo o que estou dizendo, Morei na Franca durante um tempo, AMEI a experiencia, tenho muitos amigos franceses adoro todos eles porem isso e algo que observo neles.Aquela coisa muito forte de "Vive la France!"
    Acho sim, que quando em Roma devemos SIM fazer como os romanos, o contrario e no minimo: "Falta de educacao e consideracao para com a cultura alheia."

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    1. Dear Rose,
      Quanto mencionei no texto "muitos cidadãos de países desenvolvidos carregam reis na barriga", foi uma alusão direta e indireta aos franceses. Muitos ainda acham que vivem na Grand Nación e, em detrimento a isso, tem a chancela para carregar seu "modus operandi" nos países que visitam. Seria essa atitude um resquício do imperialismo ou simplesmente um descuido?
      Sei não querida... Melhor comer um croissant e esquecer disso...
      Bjo e obrigada pelo comentário!

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  4. UEPAAAAA, molerada pelada por aqui!!!
    kkkkkkkkk
    Claro que concordo plenamente com sua colocação! Mas, deve ser assim como a Rose disse aí em cima, eles não tão nem aí e Vive La France!
    Eu vi também, anos atrás, um iate chegando em Búzios, numa prainha pequena, umas 3 francesas assim, sem soutiens, e desceram para junto de quem estava na praia sem a menor cerimônia. Nós é quem ficamos envergonhados. kkkkk
    bjs cariocas querida Marcita.


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    1. É muita espontaneidade pra mim, Betinha...
      Fico aqui matutando, será que eu sou conservadora demais ou elas que são liberais demais?
      Confesso que, ao vê-las no hotel com os peitos de fora, eu cheguei a pensar: deve ser tão bom andar sem sutiã!
      Enquanto os peitos delas estavam curtindo o sol, os meus titiones estavam enclausurados.
      Ponto para as francesas?
      Ai ai ai...

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  5. Marcia!!
    concordo com você e também com o que a Rose disse.
    Quem deveria ter ficado constrangida deveriam ter sido elas, ao perceber que somente as duas estavam com os seios pra fora...
    Beijosss

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    1. Aninha,
      Essas questões culturais são intrigantes... Não havia NENHUM constrangimento por parte delas pelo simples fato de que topless não é bola fora na França...
      Constrangida fiquei eu, ao ver a falta de constrangimento delas kkk.
      Bjim!

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  6. Adorei o novo layout ... as plaquinhas ficarm bonitinhas!!!

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    1. Que bom saber! Eu também adorei, a agência que desenvolveu a marca é fera ;)

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  7. Não custava nada elas irem procurar informação sobre isso né?Ou procurar lugares onde isso fosse permitido.Eu tb achei falta de respeito.Eu creio que a pessoa deve fazer uma pesquisa sobre a cultura onde vai se inserir, até pra não dar bola fora,mesmo que não tenha intenção de ferir ninguém.

    É como vc falou, o mínimo que poderia ter feito era perguntar alguém da recepção se era okay fazer topless em pleno hotel.Sem falar que tem crianças em hotéis o tempo inteiro né?

    Bjs

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    1. Gi, essa pesquisa prévia é substancial. Mas tem gente que simplesmente não se importa... E se é harmless na cultura delas, whatever!
      É esse comportamento "whatever" que me dá nos nervos...
      Mas eu não vou mudar o mundo... O máximo que posso fazer ter o cuidado de pesquisar meus destinos e me adequar a eles!
      Bjo sweetie!

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  8. Eu não faria de jeito nenhum! Morreria de vergonha de ficar com as tetas de fora! hahahah
    Mas sim, super concordo com você. Tá no país, tem que respeitar os costumes.
    beijos

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    1. kkk eu não sei se toparia fazer um topless onde ele não é tabu, Aninha.
      Wer weiss? kkk
      Bjim

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  9. Questão delicada esta posta por você.

    Mesmo acreditando no valor supremo de respeito ao OUTRO, na forma de cultura ou de singularidade, encaro a obrigação do cobrimento dos seios no Brasil de forma diferente.

    E a palavra "obrigação" acima não está despropositadamente, em território brasileiro andar com os seios à mostra sem que seja praia de nudismo é atentado ao pudor, isso mesmo: crime.

    Penso que isso seja um ranço machista, antiquado, em contrassenso com o tempo. Se tomamos como princípio a exibição de seios mesmo em ambientes despojados de praia como uma ação disposta a favorecer a sedução ou afins é identificar no corpo feminino uma função única, a de objeto sexual. E a isso acompanha uma imensa restrição da nossa liberdade. Nas escolas de samba pode, numa passeata não, por exemplo. O peitoral masculino também pode ser fonte de eroticidade, mas socialmente esse olhar é desconsiderado em benefício dos homens que devem escolher o modo mais razoável e aprazível de se vestir ou despir.

    Imagino que para alguns estrangeiros a incompreensão bata à porta dada a incompatibilidade das mensagens que nossa cultura fornece. Idolatria aos corpos, o país que mais faz plásticas no mundo e orgulha-se disso, divulga o carnaval em associação aos corpos seminus das mulatas; no entanto, censura uma liberdade que só caberia as escolhas individuais de cada mulher.

    Faço coro com vocês que a despeito disso tudo, o cuidado é uma das mais profundas manifestações de respeito e deve se soprepor, logo, ainda que no Brasil códigos emitidos pela cultura sejam ambíguos, a práxis fala por si mesma. E por isso os seios cobertos fossem mais adequados às turistas na circunstância local, [apesar de discordar da restrição].

    Porém, também creio que há um limite de apego à nossa cultura difícil de ultrapassar. Afinal, quem aqui usaria burca numa localidade mulçumana cuja tradição assim (impõe)-convoca às mulheres? Mesmo que às estrangeiras não seja dever, se em Roma agir como os romanos, não?

    Gostei da provocação, blogueira querida!

    beijão, Germana

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    Respostas
    1. Olá Germana,
      Seus comentários são tão bem ponderados que a minha réplica poderia simplesmente ter a forma de um control c - control v das suas idéias.
      A ambiguidade da mensagem que o Brasil manda ao mundo, referente à exposição do corpo, pode sim abrir uma janela de permissividade.
      Mas como você ponderou, a censura da liberdade de mostrar os seios é uma escolha (ou restrição) individual. E nesse quesito específico, nós brasileiras, escolhemos não mostrar os seios nas praias ou hoteis.
      Se esta escolha tem como prerrogativa um ranço machista, bem, eu devo averiguar com mais cuidado antes de discorrer. Confesso que nunca olhei para o assunto desse ângulo. Simplesmente cobri os seios e ponto final. Vale uma ponderação...
      Eu gostaria de responder as questões que você levantou no seu último parágrafo porque, em breve, viajarei para um dos países islâmicos mais radicais do mundo.
      "quem aqui usaria burca numa localidade mulçumana cuja tradição assim (impõe)-convoca às mulheres?"
      Eu, Germana. Mas não em prol do meu costumeiro bom-mocismo. Não em prol da convocação que a cultura local vai me impor, e da qual não posso me esquivar.
      No meu íntimo, a maior motivação que terei para usar a burca é a satisfação da minha curiosidade...
      Curiosidade de ser como elas são.
      Puxa vida, eu levo a cabo a máxima de, em Roma, ser como uma romana.
      Bjo comentarista querida!
      Márcia

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  10. Pôxa, realmente!
    Eu totalmente concordo com vc, eu faço planos de um dia visitar o oriente médio, a terra santa e a Turquia, já estou preparada pra usar lenço na cabeça (hijab).

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    1. Oi Lu!
      Seu preparo revela o cuidado típico das turistas que não só respeitam a cultura dos lugares que visitam, mas também, se envolvem na experiência enriquecedora que é viajar.
      Bjim
      Márcia

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  11. Márcia,
    Uma vez em Acapulco parei em uma loja para comprar um biquine (só uso fio dental – só quando vou fazer algum exercício ou outra coisa eu coloco um biquine maior)...
    Então filha do meu marido fez o seguinte comentário:
    Na Alemanha você não pode usar esse tipo de biquine!
    Eu: Engraçado, porque eu não posso usar meu fio dental se a maioria das mulheres faz topless?
    Meu marido: Não, não. Ninguém faz topless.
    Eu: Faz sim, porque eu mesma já vi em piscina pública. E agora eu quero saber por que no seu país onde existe sauna onde todos ficam pelados e fazem topless eu não posso usar meu fio dental?
    Meu marido: Não que você não pode é que todo mundo vai ficar olhando.
    Eu: Que olhem!
    Márcia, na terra onde se mostra o peito no carnaval, porque no hotel não pode?
    Sério não vejo problema algum, no caso faltou o próprio hotel orientar que ali não se pode fazer, ou o hotel ter um lugar reservado para eles. No México mesmo existem hotéis que é só para adultos, justamente para receber os turistas que querem ficar mais a vontade.

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    Respostas
    1. Oi Dani querida!
      Eita saia justa essa de Acapulco! A solução é fazermos como Adão e Eva e andarmos pelados! kkk
      No frigir dos ovos, não estamos falando de poder ou não usar fio dental ou fazer topless...Estamos falando de se adequar ao que se faz no país que visitamos ou moramos.
      Eu admiro sua autenticidade em usar fio dental na Suíça, imagino o frisson que você causa tanto por sua beleza quanto pelo biquini!
      Mas eu particularmente não me sentiria à vontade fazendo o mesmo. É uma coisa individual, sabe?
      Não existe certo ou errado aqui... Existe o que te deixa confortável e a preocupação com o que deixa quem te olha confortável.
      Quando morei na Alemanha, comprei um biquini samba-canção. Eu achava a calcinha do biquine grande como uma melancia, mas eu me sentia bem mais à vontade usando ela do que uma calcinha mais fininha. Pra mim foi o certo a fazer.
      Se você acha o fio dental certo, use-o! Como eu disse anteriormente, admiro sua autenticidade!
      Quanto à sua pergunta: "na terra onde se mostra o peito no carnaval, porque no hotel não pode?"
      Nem todo brasileiro compactua com a falta de pudor escancarada nessa manifestação cultural. Será que deveríamos deixar as indumentárias da semana de carnaval ditar os padrões para o resto do ano?
      Hum... esse é assunto para um post inteiro ;)
      Beijos querida!
      Márcia

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    2. Viu só Márcia? Mas não esperavam que eu fosse questionar... RS!
      Sabe que questionei sobre a história de Acapulco com meu marido e ele disse: Realmente não pode fazer topless, tem avisos proibindo a pratica – Porém se você estiver isolada não tem problema, ninguém irá questioná-la – só não pode ficar andando ou perto da piscina. Quanto ao fio dental, só vão ficar olhando...!
      Eu poderia ficar até constrangida, e pensar em usar um biquine maior, porém vem o meu questionamento em não como um fio dental pode causar tantos olhares se elas mostram as tetas... Se eu estiver em um país que a cultura é extremamente conservadora, nesse caso eu me sentiria constrangida e não usaria fio dental.
      Sobre a pergunta do Carnaval é pra mostrar que o mundo vê o Brasil assim - Natural.
      E por isso faltou uma mensagem do próprio hotel passar essa informação, tenho certeza que nem imaginavam que estavam causando tanto constrangimento.

      ‘’Estamos falando de se adequar ao que se faz no país que visitamos ou moramos’’.
      Se o país me proporcionar um ensinamento saudável para minha vida, sim!

      Bjos gata!

      (contandoosdiasparasuapróximaaventura)

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  12. Oi Marcia, I must admit I was somewhat surprised by the pictures. Marcia, you are a very natural, modest, unpretentious woman who is totally at one with the universe and nature. These two women may not understand that they are in Brazil and not France. In France or the South of France it is not uncommon to see women topless. Brazilian women are modern, dynamic and beautiful, but they would not do such a thing. To do such a thing in Brazil would be to stray from your cultural ethos. In Brazil I suppose such shows of female nudity are done in private or perhaps publicly only by a few women in Rio on Carnival day. As a poet I totally understand the beauty of the human body presented in art. In France the public nude body on a beach means very little. I must confess that I have sunbathed in the beautiful Caribbean sea like a new born baby. I however understand that the people of Trinidad and Tobago do not like nudity on beaches, so I have only done this on beaches that are secluded. I do agree that when in Rome you must do as the Romans do especially in public. The two tourists should have conformed to Brazilian norms. Though I get the feeling that many foreigners think that certain aspects of Rio Carnival is Brazilian culture in its entirety. Perhaps they need a good history and cultural lesson, since for all the madness that goes on in some parts of Rio's Carnival, most Brazilians are a conservative lot. And Marcia, a growing vocal number of Brazilian women like yourself are proving that every day!!

    Cheers.
    Ian

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