22 de fev de 2013

Samba e feijoada pra comemorar ~ Samba & sun to celebrate

Êta tempo que está passando depressa! Mais um aniversário, mais um ano de vida e muito, muito que agradecer!
O dia oficial do meu aniversário é amanhã, 23/02, mas a comemoração aconteceu fim de semana passado. Como eu e minha irmã fazemos aniversário bem perto - são somente 5 dias de diferença - decidimos festejar mais um ano juntas.
A ressaca de carnaval foi o pretexto perfeito para ancorar a festa num dueto bem brasileiro: feijoada & samba.
Além de se tratar de um cardápio econômico, a feijoada tem a cara do Brasil. E o samba, nem se fala... Especialmente se é samba de raiz, tocado ao vivo e a cores!
Meu Paidrasto pilotou a feijoada (ele é um exímio cozinheiro) e eu, Mana e Mãe cuidamos da animação, do repertório musical e da decoração.
A decoração ficou simples, mas graciosa. Compramos vasos sortidos de pimenta e as toalhas estavam no xadrez verde.  
Já o modelito que eu usei era beeeeeem colorido para sintonizar com a alegria da festa. Não era um vestido, mas sim uma saída de praia bordada que comprei no Ceará :) Dá pra acreditar? 
Usei uma segunda pele para fazer o fundo na saída de praia e o resultado ficou genial! Mais colorida, impossível!
Alegria, alegria! Na indumentária, no espírito e no coração!
Last weekend, my sister and I celebrated our birthdays. Since the weather is gorgeous this time of the year and Carnival is still in the air, we decided that the party would have Samba (a Brazilian rhythm) as the main background and the menu would be feijoada (black beans and meat) + caipirinhas. That's quite a Brazilian combo!
And to make our party even more Brazilian-like, we wore very colorful outfits :) Here's mine.
O dia estava lindo e ensolarado...
The weather coped so well with the party!

Abaixo a decoração baratinha com pimentas!
And the decor was cheap and cute! Red hot chilli pepers all over the place!
E o cantinho dos bebuns! Vamos de caipifruta???
This was the caipirinha corner. Grab yourself some fruits, pour some vodka in your glass and smile!
Meu modelito mega colorido no tom das pimentas kkk...
I did try to match the decor! I ended up looking like a Lego myself, but I loved it!
O samba de raiz ao vivo, cantado pela maravilhosa Luciana Climaco, foi a vedete da festa! Animou geral!
Live Samba playing... Amazing!
Ah gente, que delícia comemorar a vida com saúde, entre pessoas especiais e  num astral pra lá de elevado! 

18 de fev de 2013

Uma parede e seus tijolos ~ The story of a brickwall

Essa postagem deveria contar a história de uma parede de tijolos. Mas é a parede de tijolos que vai contar uma história. Uma história pessoal que, assim como a parede em questão, foi construída tijolo por tijolo.
O primeiro tijolo desta parede eu assentei quando me mudei da Alemanha para o Brasil. O coração estava aos frangalhos e minha cabeça enfrentava uma dificuldade enorme para se situar. Eu não sabia se estava no Brasil, se estava na Alemanha ou se, como o avião da Air France, eu tinha me perdido em algum ponto no meio do caminho. Foi uma fase bem complicada.
Mas eu estava disposta a recomeçar... E ao esforço de recomeçar eu atribuo o segundo tilojo da parede.
Tá, cheguei ao Brasil. É nóis, tijolo! É hora reconstruir a vida no meu país. Mas onde morar? Na casa de Mommys?
Sim...
No entanto, foi complicado voltar para a casa dos pais depois de ter tido minha própria casa, com minhas regras e minha tocada. Senti que estava invadindo o espaço dos meus pais, apesar deles nunca terem reclamado da minha presença. Esse incômodo era só meu, como se algum tipo de assombro me dissesse: você está sobrando aqui. Na verdade, eu estava sobrando na vida porque não sabia a que lugar eu pertencia... Eu não me sentia confortável nem na própria pele. Ô fase tirrivi.
Além de me sentir invadida (e invadindo) o espaço físico da família, eu estava sendo invadida por um agarramento emocional que há tempos eu não sentia. Ora bolas, eu transitei de uma fase de afastamento da família (Alemanha) direto para uma fase de agarramento (no Brasil). Não houve um meio termo, um pit stop para me acostumar às novas circunstâncias. Então eu tratei de providenciar o pit stop. Fui pra São Paulo fazer um curso fantástico na minha área e oxigenar as ideias.
Como eu ficaria por pouco tempo na cidade, não justificava alugar um apartamento. Então pedi arrego a um primo super gente fina que mora há anos em Sampa. Foi uma ótima (e econômica) ideia.
Meu primo, como os homens em geral, não é ligado em casa e nem tem tempo pra isso. Mas a fofolete aqui tratou de dar um toque feminino no apartamento, principalmente, no quarto onde eu dormia. Usei a caixa do fogão como uma cômoda, comprei alguns lençóis novos e estampados e comprei flores naturais toda semana pra enfeitar a casa.
Passados alguns meses, o curso findou e voltei para minha cidade decidida a morar sozinha. Coloquei uns 17 tijolos de uma vez só na parede.
O apartamento eu já tinha, mas ele era grande demais pra mim. Grande mesmo, gente.
Daí pensei em alugar meu apartamento para, com a renda, alugar um menor e pagar o condomínio. Na época eu tive medo de tantas coisas, inclusive de assustar os homens com meu super apartamento...
Mas conversando com um daqui, com outro dali, eu tirei esse medo da cabeça. Ora bolas, não fazia sentido me privar de um conforto por medo de não encontrar ninguém à altura. De tanto ponderar, acabei descobrindo que não era o apartamento que estava grande para mim... Era eu que não estava grande o suficiente para o apartamento. Essa caída de fichas adicionou 300 tijolos na parede numa tacada só.
Então, já decidido que eu iria habitar meu Grand Chatêau, contratei uma decoradora massa pra fazer o projeto de decoração. Essa fase foi super demorada e só no final de novembro comecei a quebradeira.
Putz, a fase do pedreiro é, literalmente, de lascar o cano. Problemas, mil problemas. Era final de ano e foi difícil encontrar mão de obra. E quando encontrava, o valor das diárias era exorbitante!!!
Quem está lidando com construção/reforma no Brasil sabe do que estou falando. Quem dá o preço agora é o pedreiro, não o contrário. A carência de profissionais nessa área é tamanha que você paga o que pedem, quando tem a sorte de encontrar alguém pra executar o serviço...
Nessa fase eu sentir a maior falta de ter um companheiro. Estressei feio. Entendi porque, no geral, as pessoas se casam para sair da casa dos pais. Primeiro para compartilhar o sonho. E segundo, para compartilhar as despesas.
{É caro pra burro montar um apartamento sozinha (o)...}
Enfim, fui apertando daqui e dali e a obra continuou. Depois de errar com dois profissionais, contratei um terceiro que, finalmente, colocou meu projeto pra caminhar. Foi ele que construiu minha parede física de tijolos.



Eis a parede de tijolos quase finalizada... E eu mais feliz que pinto no lixo...
Agora, o resultado final...
A parede em seu contexto, interagindo com a nova pintura e a iluminação...
Soai trombetas!
Vocês não imaginam minha alegria ao ver a parede de pé, com todos os tijolos emocionais e físicos assentados, ditando o tom para um lugar que, em breve, eu chamarei de lar...
Meu lar!!!

All in all it was just a brick in the wall
~ Pink Floyd

9 de fev de 2013

O primeiro salário a gente não esquece...

... Nem o que fizemos com ele!
Eu me lembro direitinho... Assim que entrei na faculdade, aos 17 anos, comecei a lecionar inglês numa escola de idiomas. Eu era uma teacher bem precoce, mas competente. Não ganhava muita coisa, mas como eu não tinha despesa com moradia nem com a faculdade, o dinheiro era todinho pra mim.
Quando recebi meu primeiro salário, em cash, fui direto  à loja de eletrônicos comprar um som. Na época os aparelhos mais potentes eram do tamanho de uma estante. E era status tem um som mega-burucutu em casa. Mas eu queria um som menor, portátil, que eu pudesse carregar de um cômodo a outro e até levar em viagens.
Então comprei um aparelho portátil da Philips.
Saí da loja me sentindo a mulher mais poderosa do mundo, carregando o som que paguei à vista com meu primeiro salário. Putz, que conquista!
O aparelho funcionou muito bem por 10 anos. Até festinha de faculdade o maluco já animou. Mas de 3 anos pra cá a velhice tecnológica comprometeu o funcionamento do meu querido som. Ele não reconhece mais os CD's, e quando reconhece, toca uma música, no máximo duas, quando o humor está favorável...
Eis que o humor inconstante do som o fez parar no meu banheiro. Mais precisamente, ao lado da janela. Pelo menos durante meu banho, o som funcionava. Até que um desleixo fatal  o matou...
Ontem à noite, a janela dormiu aberta e a chuva perversa molhou o pobre do som. Usei o secador de cabelos para reanimar o aparelho, fiz massagem cardíaca dando uns tapas nas caixas de som, mas nada funcionou...
Depois de 13 anos, tive que me despedir do meu querido som portátil...
Definitivamente, foi um grande investimento... Adeus, Sonzera! 

Você se lembra do que fez com seu primeiro "faz-me-rir"?
Conta, conta!