16 de dez de 2013

E os cadeados se espalham pelas pontes Europeias... Love padlocks

As pontes europeias, principalmente as construídas em cidades turísticas, estão extrapolando a função primária de ligar dois pontos separados por um rio para se tornaram, também, depósitos de cadeados com juras de amor eterno.
A tradição dos cadeados começou em Paris, na emblemática Pont des Arts, ponte pomposa que atualmente atrai mais turistas pelos milhares de cadeados nela pendurados do que pela beleza intrínseca de seus arcos e traços. 
E como o amor não conhece fronteiras, tampouco limites, os cadeados apaixonados foram se espalhando como uma praga do bem pelas pontes da Europa. 
A ponte Alte Brücke, que fica em Heidelberg, uma cidadezinha alemã de beleza extraordinária, não escapou dos casais apaixonados.  O que de longe parece ser só uma ponte... 

De perto, é uma ponte + um depósito de cadeados, dos mais variados tamanhos e cores, que se empilham nos poucos lugares onde é possível trancafiar o cadeado.



Espiar os detalhes dos cadeados é um prato cheio para os curiosos! 
Alguns têm data, o nome dos apaixonados e o país de onde eles vêm.
Minha mente imaginosa ficou especulando como era o casal do cadeado azul, será que ainda estão juntos? Já tiveram filhos? Tiveram problemas sérios? 
Será que a chave que eles jogaram nas profundezas do Rio Nekar selou o amor deles para sempre? 
Ou será que o para sempre se tornou relativo? 
Jamais saberei...   


Imagine-se num cenário bucólico como este, ao lado do seu amado (a), acreditando que a união feliz que vocês compartilham vai durar para sempre e que em alguns anos, vocês voltarão para esta cidadezinha para procurar o cadeado que penduraram... 

E apesar de muita água ter passado debaixo da ponte,  e do tempo ter mudado muita coisa em vocês e na relação também, algumas coisas simplesmente não mudaram... 
Simplesmente permaneceram...
Assim como o cadeado que vocês penduraram juntos naquela ponte. 
É uma bela simbologia... 
Você penduraria um cadeado do amor numa ponte? Se pudesse escolher uma cidade para "abrigar" seu cadeado, qual seria?
A minha seria Roma ;)

♥  ♥  

3 de dez de 2013

Freiburg & Nina

Ai ai... Coisa boa é rever quem a gente ama. 
Sei que a vida anda corrida para todos nós, mas precisamos fazer oportunidades e encontrar tempo para cultivar os afetos que são importantes na nossa vida. 
E o que não faltou na minha curta jornada pelas terras germânicas foi este tipo de cultivo afetivo. Encontrei a Aninha, encontrei o Kader - um grande amigo meu da época da pós-graduação e, no último dia da viagem, encontrei a Nina.
Nina e eu nos conhecemos pessoalmente alguns anos atrás na Alemanha. Ela me ajudou muito, e de várias maneiras, durante aquela fase da minha vida. Acabei voltando para o Brasil, mas a amizade permaneceu firme, a despeito da distância e do tempo.
Sinto pela Nina um amor fraterno, além de muita admiração. E sempre que nos reencontramos, é uma alegria só. Nosso último encontro não fugiu à regra... Foi alegre do início ao fim! E contou com um aditivo: a Nina conheceu a Maria, e a Maria finalmente conheceu a Nina. Estas duas mocinhas se deram muito bem e me passaram a impressão de que se conheciam há muito, muito tempo.
Voltando um pouco a fita: eu, cidadã do Brasil, país emergente que infelizmente não tem trens para passageiros, estava morta de saudade de viajar sob os trilhos. Planejei todos os deslocamentos na Alemanha com a ajuda da fantástica Deutsche Bahn. Mas não contei com o efeito multiplicador das famosas "comprinhas" nas bagagens... 
Quem viaja de trem sabe o perrengue que é subir e descer com as malas do trem... Imagina fazer isso com malas pesando 32 kilos. Cacildis!!!


Mas eu, a Super Maria e as malas conseguimos chegar até Freiburg, cidade em que a Nina mora. Ufa!
Pegamos um taxi da estação de trem até a casa da Nina e chegamos por volta do meio dia na casa dela. Ela atendeu a campainha com um sorrisão de orelha a orelha e eu fui logo abraçando minha amiga (êta que saudade).
Apresentei a Maria a ela, entreguei um monte de presentinhos que levei do Brasil pro Pedro e pra Nina (quase todos da Natura, que têm cheirinhos bem brasileiros e ótima qualidade) e começamos a prosear loucamente.
Eu falava como uma papagaia de Goiás e a Nina respondia mais que depressa como uma papagaia do Amazonas. E no meio de tudo tinha um papagainho halb alemão, halb brasileiro que é a coisinha mais linda do mundo... Esse papagainho se chama Pedro e já é bilingue, veja que coisa mais chique...
Chique também foram as refeições que a Nina preparou para nós. Ela dá de dez a zero na Nigella Lawson e, com meu patrocínio, vai lançar o primeiro livro de sua carreira culinária kkk.
Ninagella, olha como você ficou linda na capa do livro. A montagem é um agradecimento as delícias que degustamos no seu lar  ♥  ♥  
O dia em Freiburg estava bonito, com solzinho brilhando e tudo mais. Aproveitamos a tarde para caminhar pela cidade, fazer algumas comprinhas e tomar um café delicioso, sempre regado à muita prosa.












A cidade de Freiburg fica ao sul da Alemanha, num cantinho privilegiado pelo sol e muito próximo da França e da Suíça.

A torre abaixo é um dos cartões-postais mais emblemáticos da cidade. Linda!
E a loja abaixo é a mais fofa de Freiburg, cantinho predileto da Nina ;)






Troféu Fofura!!!


Um dia feliz... É assim que eu resumo o dia que passei na companhia da Nina e de sua família em Freiburg. Um dia de risos soltos, de conversas profundas, de papos leves e de muita risada. Muito carinho. Muita amizade.
Nina, minha querida, você tem o cheiro do colo de Deus. Sua atitude diante da vida é inspiradora e te tenho num lugar muito especial no coração. Obrigada por nos receber na sua casa, por nos proporcionar tamanha alegria e nos fazer sentir como pessoas "de casa" desde o momento chegamos aí com nossas malas enormes.
Maria se tornou sua fã. Eu já sou, desde sempre.
Obrigada por existir, alma do bem, iluminada!
E se Deus quiser, até a próxima minha amiga!


♥  ♥