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Mostrando postagens de Maio, 2016

Leitura leviana

Há quem julgue o livro pela capa. E há quem julgue o outro pelos livros que ele (a) lê. Literatura russa? Intelectual. Graciliano Ramos? Vestibulando. Augusto Cury? Economizando na terapia. Paulo Coelho? Hippie new age.  E daí? Quem está lendo é você... Quem vai passar dias com o livro no colo, na bolsa, na cabeceira é você! Quem vai se beneficiar das informações ou da distração que o livro proporciona é você. De forma que o critério de escolha tem que partir unicamente de você e do seu momento.  Esse manifesto de libertação me veio à mente semana passada, quando visitei um sebo no centro da minha cidade. Aliás, sebo é um nome bem feio para designar uma loja de livros usados, mas tudo bem. Prefiro consumir livros usados num sebo e evitar a derrubada de um eucalipto a entrar no shopping e comprar um livro novinho. Essa atitude hoje me parece ambientalmente mais coerente.  Então lá estava eu percorrendo prateleiras de livros de segunda mão no sebo quando me flagrei na seção de romances…

Nem sempre acaba bem...

O dia tinha sido maravilhoso em Ghent, com sol a pino e muito bate perna. Já passava das dezoito horas quando eu e minhas duas amigas fomos acometidas pelo dilema do turista que quer aproveitar ao máximo as 24 horas do dia, mas o corpo já está berrando: banho e cama!!!  Decidimos entrar num lugar sossegado para uma saideira ligeira acompanhada por algum petisco, que na Bélgica poderia ser uma bela porção de batatas fritas.  Encontramos um bar bacaninha, meio escondido e vazio, que parecia a pedida perfeita para encerrar o dia.  Pedi uma taça do vinho da casa (pavoroso de ruim!), enquanto as amigas se deliciavam com suas cervejas belgas. Entre goles e batatas, jogamos conversa fora e planejamos o dia seguinte, tudo na maior paz.  Só que a paz - tanto a nossa quanto a do ambiente - foi para as cucuias no momento em que o bar foi invadido por uma manada de homens barulhentos e bêbados. Pelo sotaque, supus que eram ingleses. E pelo estado deplorável em que estavam, supus que se tratava d…

To bond = ligar, conectar, vincular

Há pessoas que são como o colo de Deus. Nelas encontramos abrigo para a alegria e consolo para a tristeza. Nelas existe pureza, nelas existe beleza; uma beleza que vai muito além do que se vê.  Uma beleza que irradia luz.  E luz atrai luz. Luz não atrai sombra.  Só nos preceitos da física para os opostos se atraírem...  Quando se trata de gente, a tendência é atrair os iguais: quem pensa como você, quem age de forma parecida, quem tem valores e gostos similares. Não que nos limitemos ao iguais! Mas é um caminho natural ir agregando à vida pessoas que se pareçam com a gente.  Pois bem... Há 4 anos eu acompanho uma pessoinha na blogosfera chamada Ana, Ela adora fotografia (e arrasa nas fotos), ela gosta de flores, tem um caráter firme, reto, correto, em suma: é um doce de pessoa e me identifico muito com ela. Quando surgiu a oportunidade de nos conhecermos pessoalmente na Alemanha, eu fiquei muito empolgada. Foi um pouco penoso explicar ao maridão que eu conhecia a Ana, mas não a conhe…