16 de mai de 2016

Leitura leviana

Há quem julgue o livro pela capa. E há quem julgue o outro pelos livros que ele (a) lê. Literatura russa? Intelectual. Graciliano Ramos? Vestibulando. Augusto Cury? Economizando na terapia. Paulo Coelho? Hippie new age. 
E daí?
Quem está lendo é você... Quem vai passar dias com o livro no colo, na bolsa, na cabeceira é você! Quem vai se beneficiar das informações ou da distração que o livro proporciona é você. De forma que o critério de escolha tem que partir unicamente de você e do seu momento. 
Esse manifesto de libertação me veio à mente semana passada, quando visitei um sebo no centro da minha cidade. Aliás, sebo é um nome bem feio para designar uma loja de livros usados, mas tudo bem. Prefiro consumir livros usados num sebo e evitar a derrubada de um eucalipto a entrar no shopping e comprar um livro novinho. Essa atitude hoje me parece ambientalmente mais coerente. 
Então lá estava eu percorrendo prateleiras de livros de segunda mão no sebo quando me flagrei na seção de romances, mais especificamente entre a autora americana Nora Roberts e a irlandesa Marian Keys. Me estranhei. Duvidei do meu bom gosto literário, se é que já o tive. Mas a verdade é que eu precisava, naquele momento, de um livro bem bobinho- capaz de aliviar os dias tensos que estou vivendo. 
O vendedor do sebo, que conhece minhas preferências, estranhou a escolha. 
- Esse? - perguntou. 
- Exatamente esse. É o que preciso hoje. 
Saí alegrinha do sebo carregando um pesado livro chamado "Cheio de charme" da escritora Marian Keys. Quando eu estava em público, numa fila ou esperando algo, eu fazia o possível para esconder a capa do livro, temendo ser julgada de fútil. Em casa eu não escondia nada, já que o marido acha bacana o meu hábito de ler (independente do conteúdo).
Depois de algum tempo, eu já não escondi mais a capa do livro. Tava nem aí com a paçoca... Se quiserem me rotular de superficial pelo livro que leio, que o façam. As pessoas vão julgar de um jeito ou de outro.
Mas eu aprendi uma liçãozinha dessa vez: a não julgar o outro pelo livro que ele/ela lê. Nem mesmo se o livro for da série Sabrina, vendida nas bancas de revistas. 
Cada um sabe aonde encontrar o seu alívio, e se o alívio vier dos livros, considero que já é um bom sinal.

7 comentários:

  1. Me lembro do livro 'Melancia', da Marian Keys: muito divertido :-)
    E concordo totalmente com você: para cada momento, há um livro apropriado. Quando se está cansada e estressada, nada melhor do que uma leitura leve e divertida para levantar o astral novamente :-)
    Beijocas, e boa semana! Angie

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    Respostas
    1. Melancia tá na minha mira, Angie!
      Achei o estilo da escritora bem divertido!
      Beijo e ótima semana pra você também!

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  2. Para momentos de descontração é um ótimo livro...

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  3. Passa aqui neste meu blog: http://missheloisa.blogspot.com.br/ Beijos!

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  4. "Cada um sabe aonde encontrar o seu alívio, e se o alívio vier dos livros, considero que já é um bom sinal."

    Final de texto de com força! Eu gosto de tudo um pouco, mas os bobinhos tb entram para lista, porque na vida é preciso haver uma molecagem saudável, né Marcita? Eu eu não dispenso umas molecagens hahaha:D

    Beijos!

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  5. Eu leio o que sinto vontade. Nunca pensei nesse lado de ser julgada pelo que leio, mas se antes eu não ligava pra isso, imagine agora.
    Posts lindos Marcinha.
    Beijos amada!

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