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Mostrando postagens de Setembro, 2016

Consolo celeste

Um balão nas mãos de uma criança é como ouro nas mãos de um adulto. Trata-se de um patrimônio. Mas basta um vento, ou uma suave distração, para o nó desatar dos dedinhos miúdos e patrimônio sair voando, deixando os pequenos à beira do desespero.  Nem os mais ágeis pulos nem os bracinhos alvoroçados são capazes de trazer o balão de volta. A perda, reforçada pela crescente altitude que o balão atinge em questão de segundos, traz à tona lágrimas desoladas. E mesmo nós, adultos corroídos por desfalques maiores, somos capazes fazer contato e nos solidarizar com essa pequena perda.  Dias atrás levei minhas duas sobrinhas ao zoológico e comprei um balão para cada. Nos sentamos na grama para lanchar e foi nesse breve momento de descuido que o balão da sobrinha de 2 anos saiu voando. Ela abriu um berreiro, e que choro sofrido era aquele meu Deus, parecia até que o balão era um ente querido que acabara de morrer. Observando a irmã mais nova desolada, a outra sobrinha (de 5 anos) abraçou a meno…