21 de dez de 2016

A metamorfose dos presentes

Já dizia Lulu Santos "tudo muda o tempo todo no mundo"
E o mundo interior também muda, se transforma, evolui. O que agradava, não agrada mais. O sabor que dava água na boca, agora traz repulsa. O presente que era o sonho de consumo, se torna irrelevante. 
Nos transformamos tanto com o tempo que, por vezes, temos dificuldade em nos reconhecer em primaveras passadas... Ou em Natais passados. 
Esses questionamentos transformistas vieram à tona desde que me propus a feliz tarefa de escolher os presentes do Natal de 2016. Não sou do time que luta contra o viés consumista que a data natalina instiga, pelo contrário, me delicio com a escolha dos presentes. Mas confesso que nem sempre escolho os presentes pensando em quem recebe. Muitas vezes, eu penso que sei o que vai agradar o outro, se não agora, no longo prazo. 
Um exemplo disso é o presente que escolhi para minhas sobrinhas, de 5 e 2 anos. Comentei com minha irmã (a mãe delas) que eu estava pensando em editar um livro pra elas com as fotos de 2016 (um photobook caprichado) e entregar o livro no Natal. Dessa forma elas teriam uma lembrança linda e eterna - até quando durar o papel - de como foi o ano delas. 
Minha irmã, mãe escaldada, me alertou:
- Márcia: criança gosta de ganhar brinquedo. Eu adoro a ideia do livro, mas não fique triste se elas não gostarem. 
Decidi correr o risco, pensando na satisfação delas no longo prazo - afinal de contas, quem não gosta de folhear álbuns de fotografia de infância? Ainda hoje eu gosto de fazer isso, você gosta de olhar álbuns antigos?
Um outro detalhe que me estimulou a fazer o livro de fotos: a geração dessas crianças mal saberá o que é uma foto impressa, coitadinhas, verão tudo nas telas de tablets ou computadores. O livro que a tia Márcia fez será um presente ainda mais especial, uma espécie de relíquia no futuro delas. 
Mas elas não entenderam esse propósito :(
Ainda bem que minha irmã me alertou... Cheguei ontem na casa delas pra entregar o presente adiantado, já que no dia da ceia elas nem darão moral pra mim (não consigo competir com as primas na idade delas kkk). Queria um momento só nosso, para olharmos juntas as fotos.  
A mais velha abriu o embrulho com muito entusiasmo, mas quando viu que não era um brinquedo, se desinteressou. Ela chegou a folhear duas folhas e gostou de se ver nas fotos, mas me disse:
- Eu prefiro um "binquedo". 
Ela se levantou e me deixou sentada no chão. A sobrinha menor já tinha se picado há algum tempo. 
Minha irmã, assim como eu, adorou o livro com as fotos das pequenas e me agradeceu muito, já que ela mesmo não revela uma foto sequer das filhas, está tudo num HD, em algum lugar. 
E eu, apesar da desfeita delas, me senti feliz com o presente que escolhi pra elas. Eu também fui criança, eu também já gostei de ganhar bonecas e brinquedos. Mas fui mudando com o tempo... 
Na adolescência eu gostava de ganhar roupas, especialmente calças jeans! Já adulta, os presentes natalinos foram se sofisticando e passei a ganhar jóias. Eu brinco que foram-se os dedos (dos ex namorados) e ficaram os anéis que ganhei de presente deles kkk. Graças a Deus que os dedos do maridão continuam firmes ao meu lado :)
Neste Natal, meu maridão me deu um presente que mudou completamente um paradigma meu... Ele me deu um eletrodoméstico. 
Em outros Natais, se eu ganhasse um eletrodoméstico, eu provavelmente decifraria o presente como uma afronta machista, tá achando que o meu lugar é na cozinha???
Mas nesse ano eu não me senti diminuída como mulher ao ganhar um eletrodoméstico... Na verdade, me senti foi feliz demais! Rodrigo e eu fomos juntos ao shopping e escolhemos uma Air Fryer para NOS PRESENTEAR MUTUAMENTE com a promessa de refeições mais saudáveis (adeus pizzas dominicais :). 
Já inauguramos essa benção da tecnologia e vou dizer... Temos feitos refeições incrivelmente deliciosas preparadas na Air Fryer. Optamos pelo modelo da Philips Walita com capacidade para 1,2kg e até picanha fazemos nela. As carnes ficam deliciosas, as asinhas de frango ficam crocantes e a gordura fica na gavetinha da air fryer. Fazer batata que parece frita mas é assada é nossa especialidade! Parece ficção mas é verdade... a batata fica padrão Mc Donalds mas sem a gordura da fritura! 
Um presentão de Natal para nossa saúde!
Ando me empolgando mais na cozinha, que gracinha, mereço muitas estrelinhas no meu boletim de esposa. É tão fácil cozinhar com esse eletrodoméstico que estou bem motivada a cozinhar para nós. 
Bem, compartilhei com vocês como meu gosto para presentes foi mudando com o tempo... Dos brinquedos, passando por roupas até chegar nos eletrodomésticos! Isso que é idade maturidade!
É claro que o Natal de 2017 será outra história, e que seja mesmo, pois adoro estar envolvida nessa metamorfose ambulante que é a vida!
E como anda o Natal de vocês? Já escolheram alguns presentes?
Aproveitando o momento, desejo a vocês um Natal de muitas bençãos, muitos abraços apertados, leitoa na pururuca, farofa, saúde, pernil e... uma vida de presente!
Beijos
Márcia

♥  ♥  

11 de dez de 2016

Zínias ~ Zinnia Flowers

Ontem passei por um canteiro florido da minha cidade (Goiânia) e uma explosão de cores vivas me chamou a atenção. Achei que estava diante das dálias, mas descobri que o nome correto dessas flores é "Zínnia". 
Até o nome delas é bonito :)
A Zínnia é da família das margaridas e cresce naturalmente numa faixa que vai dos Estados Unidos até a América do Sul. É uma flor fácil de cuidar que ama sol e atrai muitas, muitas borboletas!
Uma característica muito importante dessa flor é seu longo período de florescimento. E depois da colheita, basta podar e esperar por novas flores! Uma dádiva da natureza! 
Com vocês a beleza das zínnias:



Muita paz e amor!
♥  ♥  



7 de dez de 2016

Uma questão de referencial...

O domingo passado foi um dia ideal para curtir a preguiça. Choveu durante a tarde e o clima na cidade ficou fresco, propício para esticar o corpo no sofá e assistir TV. 
Maridão e eu ficamos em sofa mode até tarde da noite, quando a chuva estiou e bateu aquela fome. O engraçado é que fome de domingo à noite nunca tem cara de alface, nem de palmito, nem de iogurte com granola. Fome de domingo à noite, pelo menos na nossa casa, tem cara de pizza. 
O telefone da pizzaria só dava ocupado (ainda não usamos aplicativos para pedir comida) - então o jeito foi ir até a pizzaria e esperar uns minutinhos lá até a graciosa ficar pronta. A trouxemos para comer em casa.  
Na volta, passamos por um parque. As janelas do carro estavam abertas, o que nos propiciou uma visão privilegiada de um grupo enorme de pessoas, todas com roupa de malhar, algumas se agachando, outras pulando corda, outras se preparando para correr. Eram umas 30 pessoas, às 10 da noite, fazendo treinamento funcional no parque. 
- Eles são todos doidos! - falou meu esposo. 
- São mesmo! - concordei, com caixa da pizza quente sobre minhas pernas. 
No instante em que concordei que aquela gente era doida por malhar domingo à noite, eu imaginei uma daquelas pessoas olhando para dentro do nosso carro, nos flagrando com uma pizza tamanho grande no colo para comer depois das 10 da noite... Uma avalanche de carboidratos e gordura, uma visão do inferno na perspectiva da turma fitness. 
- Eles são doidos! - diria a pessoa sarada, entre um pulinho e outro.
Eles são doidos...

♥  ♥